domingo, junho 18, 2006




Parada na Paulista


Dez anos de Parada Gay em São Paulo, sucesso absoluto com 2 milhões e meio de pessoas festejando a diversidade sexual. Muito de tudo: trans, drags, meninas, meninos, beijos roubados, simulacros de sexo, festa e exasperação. O exagero mesmo é a disputa pela Paulista como a passarela preferida de assuntos antes íntimos, agora sob dever de serem públicos: a opção sexual de cada um, representada pela Parada Gay, e a religião, representada pela Marcha para Jesus.
Como mediador, outro simulacro, este de prefeito: Gilberto Kassab. As partes têm até agosto para apresentarem suas alternativas ao uso do corredor financeiro paulistano. Até lá, a temperatura para as eleições já vai estar bem, bem quente. Não se perca na matemática: o contingente da Parada é um público de 2 milhões e meio de pessoas, com a parcela que vem de fora gastando uma média de R$ 300,00 / dia, em 4 dias. Mesmo com menor publicidade, segurança e dinheiro público, arrebentou as estatísticas mais otimistas.

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