domingo, maio 20, 2007
Gente que chega, gente que parece que nunca se foi

Ilustração de Lan de 1954 para LP de 10 polegadas da Sinter - A Velha Guarda - conjunto de Pixinguinha (in O Design Brasileiro antes do Design, de Rafael Cardoso) .
Tem gente que fica sumida e parece que nunca saiu do nosso lado, mas a novidade do reencontro é sempre um alento. Talvez seja essa necessidade de certeza que o bicho-homem se amaluca por ter sempre. Não há espaço para dúvida, quiçá para o prazer da dúvida. Por essas e por outras mais que este blog ressurge, agora com a volta do Guapo mais rodado do Estado de São Paulo, em nova versão carioca. Bienvenido, Maestro Quiroga Wilson!
E para compensar a mordida do Google neste serviço, obrigando o Crônicas a seguir com a multidão do @gmail, está aqui o Feijão, uma criaturinha que vai se revelar surpreendente no desenlace dos próximos capítulos, lembrando-nos o que é ser único, especial e, literalmente, pulsante. Feijão está com seu blog em http://bloggerdofeijao.blogspot.com/ ,um novo parceiro do Crônicas na web.
Vamos curtir essas duas figuraças que chegam, e em muita boa hora! Obrigada aos dois, e muita boa sorte, de coração!
segunda-feira, outubro 16, 2006

Estamos finalmente no ar!
É o Programa Crônicas do Caos, com estréia ( quase) toda sexta, às 20h, pela Rádio Unesp Virtual. Acesse no endereço: http://www.radiovirtual.unesp.br/ e clique em web-rádio e em programas da rádio no menu`a esquerda. O link do programa dará acesso direto também nos horários de reprise ( consulte grade de horários da Rádio Virtual Unesp).
O programa está dividido em quatro blocos, em que o caótico ouvinte se delicia com grandes sacadas e nomes do rádio hoje e conhece um pouco da história radiofônica no Brasil. Além disso, coberturas dos melhores shows de São Paulo, entrevistas e o melhor do jazz, jazz rock, fusion, as mais intrigantes vertentes do rock e RIO ( Rock in Opposition) , em um oferecimento do site Forma Mundi (temporariamente fora do ar por motivos técnicos) Em breve: www.formamundi.com.br.
Participe postando aqui ou mandando a sua mensagem.
O email é: programacronicasdocaos@yahoo.com.
Programa Crônicas do Caos
ouça em: www.radiovirtual.unesp.br
email: programacronicasdocaos@yahoo.com
Produção, roteiro e pesquisa musical: BabyBlaue
Produção Técnica: JP Almeida
Locução: BabyBlaue e JP Almeida
Foto: Estúdio 3 da FAAP, por BabyBlaue
domingo, outubro 15, 2006
O que você faria?

Primeiro, você deveria assistir ao filme O que você faria? (El Método, Espanha, Argentina, Itália, 2005) novamente, de preferência com alguém que converse e debata respeitosamente, inteligentemente e abertamente com você.
Você deveria repassar alguns ótimos momentos, especialmente no começo, quando o filme lembra 12 homens e uma sentença (12 Angry men, 1957, USA), o clássico filme de Sidney Lumet que dá uma aula de retórica e lógica. A apresentação de todos os sete candidatos no filme ítalo-hispano-argentino em volta de uma mesa, a maneira como o vencedor se apresenta à recepcionista, e a atitude cliché dela de desdém levantam suspeitas de que este primeiro postulante à vaga vai ganhar e ela é a psiscóloga que vai escolhê-lo. Poderia se ouvir a narração em off: ' nunca me esqueço quando entrei nesta empresa. Foi a dinâmica mais difícil da minha carreira..." E senta que lá vem a história de Carlos, o bonitão. Sim, não faltam estereótipos no filme, mas plenamente justificados, afinal, o filme é sobretudo uma exploração dos chavões mais comuns da vida corporativa, e por que não estender o conceito: vida profissional.
Você deve atentar para o jeito de Enrique, o fraco, que não se encaixa no grupo desde o começo. Tem sempre um fraco, não é mesmo? Aquele que "inflou" o curriculum. Oras, ele nunca seria o topo ( informante) e ainda foi desmascarado pelo topo himself, numa cena um tanto óbvia de
" confissão de um erro do passado", estratégia manjada para que o interlocutor também o faça.
Já a cena da saída de Ana, rejeitada por ser mulher e por ter mais de 40 anos dá o tom da dificuldade por que passa qualquer mulher, especialmente nesta idade. O que terá seu equivalente na figura do machão ibérico Fernando, derrotado pelo casal Carlos e Nieves.
Já esta última, bastião da mulher moderna, bem-sucedida na carreira e frustrada no amor, sai do prédio como quem sai justamente do abrigo depois de uma guerra nuclear, num simulacro daquele jogo característico de "quem você salvaria" e exaustivamente utilizado em dinâmicas de grupo. Aliás, este jogo do abrigo é uma âncora de neurolinguística em que se baseia o filme. Numa das melhores cenas, Nieves se joga de corpo e alma no jogo, respondendo que o que pode oferecer é gerar os filhos da próxima geração pós-catástrofe. Aparentemente, tem um problema para ter filhos e é justamente isso a que Carlos se apega para destruí-la, embora o faça naturalmente, sem nenhum esforço, algo como ir almoçar num lugar qualquer. Não há nenhuma mudança na expressão de Carlos quando ele faz isso. E ela perde a vaga, aparentemente por que se deixou destruir com a exposição de que não tem filhos ou vai querer ter filhos, justamente, com Carlos.
Outro grande momento que você deveria observar é quando alguém levanta a hipótese de que nada daquilo existe, nada daquela competição, e portanto é o grupo que faz essa prova de sua própria imaginação. Um tom surreal na concretude dos negócios.
E ainda há um sem-número de análises que podem ser feitas a partir da calculada confrontação da dinâmica em si e o protesto anti-globalização que come solto do lado de fora do prédio, mas os candidatos não podem ver. A maioria precisa ver para crer, já que os ruídos e a turbulência por que passa a cidade não os convence da possível inadequação do sistema ao qual estão querendo servir.
Mesmo sendo previsível, algo inverossímel, o filme levanta questões sempre pertientes ao mundo corporativo, como por exemplo:
A mulher deve abanadonar a carreira e ter filhos?
A mulher deve se submeter à pressão e ao assédio sexual para usá-los a seu favor, como faz Nieves brilhantemente?
O que significa exatamente lealdade à empresa?
Como se define um lider?
Sindicalista e empresário não se bicam?
E os flertes, são naturais?
Qual a ética de uma dinâmica de grupo como essa representada no filme?
Uma dinâmica de grupo é um instrumento válido para a contratação de pessoal?
Em tempos de alta crise de empregabilidade e desmantelamento de carreiras ... pense bem, caótico leitor: o que você tem feito quanto à essas mudanças?
Um agradecimento muito carinhoso à uma criatura bárbara que me indicou este filme, mais uma grande lição que aprendo com nada mais, nada menos que ... Dra. Priscilla Wacker. Palmas, palmas, palmas para ela !!!! ( Caos é ... piadas internas da vida pessoal dos blogueiros).
Foto: divulgação
sábado, outubro 14, 2006

Dave Holland Quintet
Um dos jovens baixistas que teve o privilégio de gravar com Miles Davis a obra seminal do jazz moderno, Bitches Brew, agora do alto de seus 60 anos, deságua sensibilidade no palco do Auditório Ibirapuera. Acompanhado de Steve Nelson no vibrafone e na marimba e Robin Eubanks no trombone, Dave dá base à perfeição de Nate Smith na bateria e Cris Potter no sax. Foram aplaudidos à exaustão.
Foto: Dave Holland no Auditório Ibirapuera, por BabyBlaue

Uriah Heep vem ao Brasil pela terceira vez
A banda britânica Uriah Heep retornou aos palcos neste último mês de setembro. Em uma tour que passou por Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, Mick Box ( guitarras), Lee Kerslake ( bateria), Phil Lanzon ( teclados), Trevor Bolder ( baixo) e Bernie Shaw ( vocais) trouxeram os clássicos manjados e nenhuma novidade, assumidamente. Na coletiva de imprensa, afirmaram se ater ao rock setentista e rejeitar inovações. Os oito anos que separam esta visita ao Brasil do último trabalho, Sonic Origami, foram gastos em alguma coisa nebulosa que Mick Box, também manager do Uriah Heep, não soube classificar. Nem citou Spellbinder nem os dois volumes de uma antologia inglesa.Para não passar em branco, revelou apenas que ele não seguirá mais na função e um outro nome deve ser anunciado em breve para cuidar dos negócios. Também nos quesitos música brasileira e influências nada de novo no front: em época de YouTube, torrents, blogs com discos inteiros, Soulseek, os cinco ingleses estão a deriva: não souberam mencionar nada além de Carlinhos Brown e para as influências Deep Purple, Led, Gov´n´Mule, e afins.
Para quem viu pela primeira vez, o show foi magnífico.Para quem curte apenas, não decepcionou. Pelo menos naquilo a que se propõem a fazer, são imbatíveis: energia, solos muito agradáveis, performance irretocável e muito, mas muito carisma.
Foto: Bernie Shaw no show de São Paulo, por BabyBlaue.
terça-feira, setembro 19, 2006

Cris Campos é uma mineira-brejeira de Itajubá que tem um jeito doce e uma voz de menina. Mas, quando ela começa a cantar, vem um vozeirão que põe o povo descadeirado que só, se perguntando onde é que que a rapariga encontrou tanta força. Seja Fernanda Abreu, seja Ju Valadares, qualquer compositora se multiplica na garganta de Cris Campos. Aliás, desconfia-se que não seja uma garganta, mas uma usina sonora.
Cris tocou neste sábado último, 16 de setembro, no Villagio Café, no bairro boêmio do Bixiga. Tocou? Sim isso mesmo: além de cantar, Cris toca baixo, guitarra e violão, junto com Fred Berlowitz, num rodízio de instrumentos um tanto curioso. Cris ainda não toca bateria: essa ficou por conta de Paulo Pauleira.
Juntos, o trio encheu o minúsculo bar com hits de Ana Carolina, Lenine, Roberto Carlos e até, atendendo a pedidos de manés de plantão, Raul Seixas.
Mas, quem não é tão mané assim, vai assistir Cris pelas noites paulistanas e se esbaldar com a mais nova produção feminina da nossa MPB. E sem pedir, Raul, é óbvio.
Foto: Cris Campos no show do Vilagio Café, em São Paulo, por BabyBlaue.
sexta-feira, setembro 01, 2006
Um vento passou dentro de mim

E eu não tive como segurar....
.....um vento delicioso, afinadíssimo, inspirador, completo, chamado
Boca Livre
O quarteto tocou no Sesc Pompéia no sábado, dia 26 de setembro e domingo, dia 27. O auditório estava lotado nos dois lados do palco de senhouras com seus netos lhes ancorando, ou famílias inteiras com crianças de até 10 anos, o que surpreendeu até mesmo a banda. Receptivo a este fato, David Tigel ( voz e violão) admitiu que " A Casa" foi incluída no bis para fisgar os pequeninos. E tanto deu certo a empreitada que um garotinho, cantado junto com os Boca, parou ao se ouvir fazendo coro em " E era feita com muito esmero" e não resisistiu à curiosidade: " Mãe, o que é esmero?". " Depois eu te explico, filho", foi a resposta da mãe, preocupada em não perder um compasso sequer.
Perguntado sobre a formação do show, sem Fernando Gama nem Cláudio Nucci, Maurício Maestro ( voz, violão, baixo) foi evasivo: " O Boca é uma idéia, não importa quem está na banda". Porém, explicou que Cláudio Nucci foi morar a 3 horas do Rio, onde a banda vive, e isso atrapalhou as gravações e ensaios.
Zé Renato ( voz e violão) , com pinta de galã de dupla de música sertaneja, achou que o show de sábado foi melhor. Com afinação perfeita, porém com improvisos muito pop, a estrela do Boca levantou o público em vários momentos, entre um e outro suspiro das mulheres, naturalmente.
O repertório da banda foi o standard de sucessos como Trenzinho Caipirinha, em um versão de Villa-Lobos que privilegia bastante a letra de Ferreira Gullar; Mistérios, Fazenda, Bicicleta, Panis et Circense, Toada e a magistral Cruzada, é preciso dizer,em mais uma espetacular interpretação do quarteto vocal de ouro da nossa música popular.
domingo, agosto 20, 2006
Descontinuidade de inteligência na arte eletrônica
É isso que as edições do FILE e Emoção Art.ficial deste ano apresentam. A descontinuidade não é só política.
O primeiro, em seu sétimo ano, invade o templo dos amigos do ex-prefeito Serra, a FIESP, com bobagens interativas na sua maioria. O segundo, filhote tecnológico do templo dos juros indecentes e da usura, o Itaú, em sua versão cultural, traz em seu terceiro ano um pouco mais de didática, e muito mais de apelação.
No melhor dos dois mundos, FILE e Emoção Art.ficial, fique com as discussões de ambos sobre arte eletrônica e cybercultura em seus banco de dados. Desconfie das interações vazias, apenas intuitivas, como prova de multidiscplinaridade da linguagem. Mergulhe nas tecnologias que sucitam emoções de verdade e aquela pulguinha atrás da orelha do lobo frontal. Aqui, um rápido guia.
Vá a Galeria de Arte do Sesi, na Av. Paulista e veja os seguintes destaques do FILE :
( Festival de Linguagem Eletrônica na GALERIA DE ARTE DO SESI - AV. PAULISTA, 1313 DATAS: DE 15 DE AGOSTO A 3 DE SETEMBRO 2006 HORÁRIOS: DE TERÇA-FEIRA A SÁBADO, DAS 10 ÀS 20 HORAS; DOMINGO, DAS 10 ÀS 19 HORAS. ENTRADA: FRANCA INFORMAÇÕES: 11 3146-7405/ 3146-7406 )
Instalação:
Christus Menezes da Nóbrega, Brasil
Um livro muito bonito com a mesma tecnologia de muitas outras peças do FILE. Um livro tenológico, vejam só. Um e-book que ainda teremos ao nosso alcance nas livrarias, com hipertexto etéreo e cores sublimadas no ar..
WORK: LIVR(E/O)
(2006) [Free Book] is a Mixed Reality work developed with C++ and VRML languages, that joins real and virtual objects in a digital image space where matter and antimatter interact with each other. The project is configured from a book placed on a pedestal that has its image captured by a webcam. This captured image is projected on a screen in front of the pedestal. The public will be able to manipulate the book, and when they turn the pages different figures in three and four dimensions will appear, that can only be seen in the image projected on the screen.
Rosa Sánchez e Alain BaumannKònic Thtr, Spain
WORK: E-MOTIVE
Para se apossar do espaço público com segurança. Uma cartada de estrategista em console de videogame.
The artistic proposal of the installation e-motive approaches the relationship and sustainability of human actions upon their urban and natural environments. These actions and their repercussion on our habitat have an important social and cultural impact, and e-motive addresses the visitors, encouraging their participation through interactivity. In e-motive, participants can create changing virtual environments inside the installation. The visitors can also make decisions concerning the evolution of these environments, even though these decisions must be negotiated with the other interacting participants. Three different themes appear in the piece: City Planning, on development and urban planning; Climate, on global warming; and Ecology, on the man-nature relationship.
Tim Coe, Germany
WORK: A PERFECT FACE
Espetacular discussão de Tim Coe que persegue o visitante em todos os lugares do FILE e fora dele. A cada pixel que se move mudamos de opinião, de abordagem e de caráter. Do mau-caráter ao bom mocismo em um piscar de olhos. A propaganda que arruinaria o mercado.
The viewer is confronted with a face on the screen that is constantly, almost imperceptibly changing. The perfect hair and make-up give rise to the expectation of a beautiful model, but this is not always fulfilled. The starting point is super-model Claudia Schiffer, however, the facial features are in a state of flux, ‘mutating’ every few seconds to a new configuration. Our reaction to the face changes accordingly between attraction and repulsion. Beauty has long established itself as a commodity that can be sold and bought.
Zachary Lieberma, USA
WORK: Thesystemis
Genuinamente surpreendente e mágico. Lirismo no conceito, solidez na execução. Imperdível, obrigatório, arrebatador !
This project presents a whimsical scenario in which painted ink forms appear to come to life, rising off the page and interacting with the very hands that drew them. Inspired by early filmic “lightning sketches,” in which stop-motion animation techniques were used to create the illusion of drawings escaping the page, drawn presents a modern update: custom-developed software alters a video signal in real time, creating a seamless, organic and even magical world of spontaneous and improvised performance of hand and ink.
Continue andando mais uns bons metros na Av. Paulista e vá até a mostra Emoção Art.ficial, no Itaú Cultural para ver os destaques :
Vinculada este ano à Bienal Internacional de Arte e Tecnologia, o Emoção Art.ficial é mais didático que o FILE e em alguns momentos muito superficial. Não deveria, afinal, didatismo nunca significou discussão rasa. O lay out é belíssimo, com o timão que conduz a viagem pelo cibernético com interfaces atraentes.
Leia todos os detalhes do DOG Lab, com os cachorros-robôs mugindo com suas orelhas humanas e outras mutações bem documentadas, justificadas e intrigantes.
Com um pouco mais de paciência, tecle alguns palavrões bem endereçados na máquinda de escrever com tela como papel, a Life Writer. Ou, se preferir ir ao cinema, acesse o site do Itaú Cultural em casa e faça um tour virtual.
Pronto, pode voltar ao FILE.
O primeiro, em seu sétimo ano, invade o templo dos amigos do ex-prefeito Serra, a FIESP, com bobagens interativas na sua maioria. O segundo, filhote tecnológico do templo dos juros indecentes e da usura, o Itaú, em sua versão cultural, traz em seu terceiro ano um pouco mais de didática, e muito mais de apelação.
No melhor dos dois mundos, FILE e Emoção Art.ficial, fique com as discussões de ambos sobre arte eletrônica e cybercultura em seus banco de dados. Desconfie das interações vazias, apenas intuitivas, como prova de multidiscplinaridade da linguagem. Mergulhe nas tecnologias que sucitam emoções de verdade e aquela pulguinha atrás da orelha do lobo frontal. Aqui, um rápido guia.
Vá a Galeria de Arte do Sesi, na Av. Paulista e veja os seguintes destaques do FILE :
( Festival de Linguagem Eletrônica na GALERIA DE ARTE DO SESI - AV. PAULISTA, 1313 DATAS: DE 15 DE AGOSTO A 3 DE SETEMBRO 2006 HORÁRIOS: DE TERÇA-FEIRA A SÁBADO, DAS 10 ÀS 20 HORAS; DOMINGO, DAS 10 ÀS 19 HORAS. ENTRADA: FRANCA INFORMAÇÕES: 11 3146-7405/ 3146-7406 )
Instalação:
Christus Menezes da Nóbrega, Brasil
Um livro muito bonito com a mesma tecnologia de muitas outras peças do FILE. Um livro tenológico, vejam só. Um e-book que ainda teremos ao nosso alcance nas livrarias, com hipertexto etéreo e cores sublimadas no ar..
WORK: LIVR(E/O)
(2006) [Free Book] is a Mixed Reality work developed with C++ and VRML languages, that joins real and virtual objects in a digital image space where matter and antimatter interact with each other. The project is configured from a book placed on a pedestal that has its image captured by a webcam. This captured image is projected on a screen in front of the pedestal. The public will be able to manipulate the book, and when they turn the pages different figures in three and four dimensions will appear, that can only be seen in the image projected on the screen.
Rosa Sánchez e Alain BaumannKònic Thtr, Spain
WORK: E-MOTIVE
Para se apossar do espaço público com segurança. Uma cartada de estrategista em console de videogame.
The artistic proposal of the installation e-motive approaches the relationship and sustainability of human actions upon their urban and natural environments. These actions and their repercussion on our habitat have an important social and cultural impact, and e-motive addresses the visitors, encouraging their participation through interactivity. In e-motive, participants can create changing virtual environments inside the installation. The visitors can also make decisions concerning the evolution of these environments, even though these decisions must be negotiated with the other interacting participants. Three different themes appear in the piece: City Planning, on development and urban planning; Climate, on global warming; and Ecology, on the man-nature relationship.
Tim Coe, Germany
WORK: A PERFECT FACE
Espetacular discussão de Tim Coe que persegue o visitante em todos os lugares do FILE e fora dele. A cada pixel que se move mudamos de opinião, de abordagem e de caráter. Do mau-caráter ao bom mocismo em um piscar de olhos. A propaganda que arruinaria o mercado.
The viewer is confronted with a face on the screen that is constantly, almost imperceptibly changing. The perfect hair and make-up give rise to the expectation of a beautiful model, but this is not always fulfilled. The starting point is super-model Claudia Schiffer, however, the facial features are in a state of flux, ‘mutating’ every few seconds to a new configuration. Our reaction to the face changes accordingly between attraction and repulsion. Beauty has long established itself as a commodity that can be sold and bought.
Zachary Lieberma, USA
WORK: Thesystemis
Genuinamente surpreendente e mágico. Lirismo no conceito, solidez na execução. Imperdível, obrigatório, arrebatador !
This project presents a whimsical scenario in which painted ink forms appear to come to life, rising off the page and interacting with the very hands that drew them. Inspired by early filmic “lightning sketches,” in which stop-motion animation techniques were used to create the illusion of drawings escaping the page, drawn presents a modern update: custom-developed software alters a video signal in real time, creating a seamless, organic and even magical world of spontaneous and improvised performance of hand and ink.
Continue andando mais uns bons metros na Av. Paulista e vá até a mostra Emoção Art.ficial, no Itaú Cultural para ver os destaques :
Vinculada este ano à Bienal Internacional de Arte e Tecnologia, o Emoção Art.ficial é mais didático que o FILE e em alguns momentos muito superficial. Não deveria, afinal, didatismo nunca significou discussão rasa. O lay out é belíssimo, com o timão que conduz a viagem pelo cibernético com interfaces atraentes.
Leia todos os detalhes do DOG Lab, com os cachorros-robôs mugindo com suas orelhas humanas e outras mutações bem documentadas, justificadas e intrigantes.
Com um pouco mais de paciência, tecle alguns palavrões bem endereçados na máquinda de escrever com tela como papel, a Life Writer. Ou, se preferir ir ao cinema, acesse o site do Itaú Cultural em casa e faça um tour virtual.
Pronto, pode voltar ao FILE.