quinta-feira, janeiro 06, 2005

Dario Argento na Sessão Comodoro Especial


Rosso Profondo ou Suspiria 2, de Dario Argento. 1975 Posted by Hello

A calada da noite nas quartas foi coroada ontem sanguinolentamente com Dario Argento espalhando seu Rosso Profondo contra a mitração da indústria cinematográfica e seus complexos, que atendem por nomes como Cinemark, na entrega do Quepe do Comodoro, no Cinesesc Augusta, na capital paulista. A entrega do prêmio especial criado por Carlos Reichenbach é um grito de prazer pelo cinema nacional e mundial de qualidade e que estimula também seus variados parceiros cinéfilos a terem seus próprios orgasmos em fotogramas e em bytes. Os resultados podem ser vistos no Reduto do Comodoro em http://doiscorregos.blog.uol.com.br/ e estão aí para criar bons hábitos noturnos, além de beber, fumar, blogar, flertar e transar, não necessariamente nesta ordem.

Agora é preciso falar sobre o que ainda não foi devidamente explorado na inventiva produção de horror de Dario Argento : sua excepcional escolha da trilha sonora. Goblin, a banda italiana a serviço de Argento em Profondo Rosso ( 1975), Suspiria (1977), Tenebrae ( 1982), Phenomena ( 1984) achou sua veia para aplicar o rock aos filmes com o sucesso de Profondo Rosso, que ficou 56 semanas em primeiro em listas de top hits e trouxe mais público para a banda através de tours bem sucedidas. Para confirmar essa vocação, veio logo em seguida o desapontamento com um trabalho independente do cinema, "Roller"( 1976). Apesar de conter temas de Wampir (1978 ), não caiu nos gosto dos músicos, nas palavras de Agostino Marangolo em
http://www.goblin.org/agostino_int.html. Mas mesmo com essa decepção, a banda queria ainda experimentar além das telas, e mergulharam em " Il fantastico viaggio del 'bagarozzo' Mark", com trabalhos vocais. E chegaram ao fundo do poço, em vez de desfrutarem do oceano da glória. Discussões entre quem queria fazer trilhas e quem queria outras direções minaram os ânimos dos músicos. Persistindo ainda, fizeram o importante "Zombi"( 1978) com o diretor George A. Romero e com Dario Argento sendo creditado como colaborador na trilha, mas que a banda deixa claro que não tocou nenhum instrumento. A era Argento tinha terminado, o diretor não trabalharia mais com o grupo depois deste trabalho. O mago tecladista Claudio Simonetti também não, partindo em carreira solo.

Outros nomes ocuparam essa lacuna, como Giorgio Bontempi, Carlo Vanzina e Michele Soavi. Este último dirigiu "La Chiesa", ou "The Church", de 1989, com a pulsante Asia Argento, a sexy filha de Dario, e com uma trilha costurada por um Goblin representado por Fabio Pignatelli com a ajuda do tecladista inglês Keith Emerson, do ELP.



Goblin

Corria a lenda que o Goblin era fruto da imaginação de Dario Argento e pior, de seus próprios talentos musicais. As origens da banda remontam à três bandas italianas: Ritratto di Dorian Gray, Era di Acquario e Rivelazioni. O Ritratto era a banda do virtuoso tecladista Claudio Simonetti e do baterista Walter Martino. Era di Acquario forneceu o guitarrista Massimo Morante. O prodigioso baixista Fabio Pignatelli, por sua vez, veio do Rivelazioni. Assim, no cenário progressivo italiano de 70, surgia mais uma super banda do quilate de Blind Faith e ELP: The Globin ou The Globins, grafia em soundtracks.

A presença do músico de jazz Giorgio Gaslini em "Profondo Rosso" é diretiva à sua música, enquanto a banda clama os créditos pelas idéias, execução e arranjos. Nessa época, o baterista Walter Martino sai e monta sua banda, I Libra. Agostino Marangolo, da banda de progressivo com cadência fusion, Etna and Flea, o substitui. O tecladista Maurizio Guarino também dá canjas substituindo Simonetti.

Em 1975, Simonetti e Morante se juntaram aos criadores de Opera Prima, com o dedinho de Argento, sob o codimone Cherry Five para compor apenas um trabalho homônimo .

Depois dos anos 80, Claudio Simonetti continuou produzindo trilhas para filmes, e ficou a cargo de Fabio Pignatelli assumir o Goblin integralmente.

Os músicos incrivelmente ativos dentro e fora do Goblin são: Fabio Pignatelli, Claudio Simonetti, Massimo Morante, Agostino Marangolo, Walter Martino, Maurizio Guarini, Carlo Pennisi e Antonio Marangolo.

O baterista Agostino Marangolo responde pela curiosidade tapuia da história por ter tocado com Toquinho em "Toquinho - Il Viaggiatore del Sogno", lançado primeiramente pela BMGAriola na Itália em 1992, e que depois teve versões em espanhol e português.

Saiba mais sobre essa excelente banda em:

http://www.goblin.org/


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